Conviver nas praças

Este post é apenas para refletir sobre uma iniciativa de convívio em um espaço público.

Eu, nas minhas peripécias da maternidade, descobri o “Aprontando Uma”, uma brinquedoteca com várias atividades para as crianças, que fica na Rua Simão Álvares, 951. É uma casinha muito simpática, com opções para os pequenos se divertirem, terem aulas de música, de culinária, entre outras. Uma das atividades que eles realizam todo mês é um piquenique na praça Adolfo Bloch, que fica em frente à igreja Nossa Senhora do Brasil.

Quando conheci o “Aprontando”perguntei por que o piquenique é realizado nessa praça e não em outra, mais próxima, por exemplo. E as meninas disseram que era porque essa praça TINHA UM BANHEIRO, o que era ótimo para as mães e crianças . Taí – pensei – um dos motivos pelos quais as pessoas não podem ficar tanto tempo nas praças da cidade. Vira um passeio com tempo determinado para durar. Diferente dos parques, que possuem banheiros (não que sejam boas opções de uso, mas pelo menos existem), as praças viram mais locais de passagem, de contemplação, de estar, mas não de ficar sem compromisso de ir embora.

Bom, praça é um bem público de uso comum do povo. Instalar banheiros nas praças da cidade demandaria mais manutenção, mais serviço de limpeza,  ligação de água e esgoto, entre outros. O banheiro ficaria aberto dia e noite? Será que é por isso que a Adolfo Bloch fica fechada?

Às vezes a gente acha que a solução de alguns problemas da cidade são simples, mas nada como analisar as várias faces da coisa para refletir.


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Lixo eletrônico

Que interessante essa reportagem do site http://vilamundo.org.br/2011/06/lugar-de-lixo-eletronico-e-no-ponto-de-coleta/!!! Continuando o diagnóstico de pontos de coleta de lixo no bairro…


Lugar de lixo eletrônico é no Ponto de Coleta!

Isabelle Claudel em 13/06/11

Imagem: divulgação / Alex SteinerO projeto Cidadão Eco disponibiliza dez Pontos de Coleta na cidade.

O que você faz com as suas pilhas velhas, computadores quebrados ou celulares ultrapassados? Deixa tudo abandonado no quartinho da bagunça? Ou pior, põe na calçada de casa ou da empresa onde trabalha, certo?

Nada disso, respeite o meio ambiente e leve-os até um Ponto de Coleta de lixo eletrônico. E nada de desculpas, tem um que fica pertinho de você, na rua Faisão, 82, na Vila Madalena.

O endereço é da sede da agência de criação de sites On3W que, em parceria com o Projeto Cidadão Eco, cedeu parte da sua sala de recepção para recolher este tipo de dejeto.

O Ponto está ativo há quatro meses e funciona bem. “Recebemos no mínimo 100 kg. de lixo eletrônico por semana. São moradores, pessoas que trabalham ou circulam pelo bairro que, como nós, se preocupam com o destino destes objetos”, conta Alexandre Calheiros, diretor comercial da On3W. 100 kg. correspondem aproximadamente a 3 monitores de modelo antigo e 4 CPUs.

Semanalmente, Paulino Andrade, criador do Cidadão Eco, passa pela Agência para retirar o e-lixo gratuitamente. Leva tudo até a garagem da casa de sua mãe, situada em São Bernardo do Campo e, com o auxílio de sua esposa Mônica, tria as peças e as desmonta. “Em seguida, nós vendemos todo o material para empresas de reciclagem, que ficam responsáveis pelo seu retorno à cadeia produtiva”, explica Mônica.

O objetivo principal do casal é minimizar o impacto que a evolução tecnológica causa no meio ambiente. “Outras empresas já fazem o que a gente faz, mas cobram por isso. Além disso, nós identificamos uma demanda das pessoas físicas por pontos de coleta que estivessem à sua proximidade.”

Ao todo, são dez Pontos espalhados pela cidade. Se você também é dono de uma empresa e tem vontade de colaborar, ligue para (11) 2534-6191.

Que materiais podem ser deixados no Ponto de Coleta?

Informática:
Computadores, impressoras, cabos, fontes, estabilizadores, filtros de linha, servidores, torres para servidor, placas, HDs e processadores.

Eletrônicos:
Celulares (com ou sem bateria), carregadores, telefones, aparelhos de som, videogames, videocassetes, aparelhos de DVD, projetores, rádios, máquinas de calcular, máquinas de escrever, MP3 players, reatores e microondas.

Automotivos:
Baterias e catalisadores.

Ponto de Coleta Vila Madalena

Anote aí o endereço e ajude você também a preservar o meio ambiente!

On3W Produtora Web
R. Faisão, 82, Vila Madalena, São Paulo – SP. Tel.: (11) 3062-7765.
De segunda à sexta-feira, das 10h às 17h.

 Fonte: http://vilamundo.org.br/2011/06/lugar-de-lixo-eletronico-e-no-ponto-de-coleta/
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Vivência comunitária

Li uma reportagem no Estadão dia 24 de julho de 2011, Caderno Cidades/Metrópole, pág. C3 e guardei para fazer um post.

Desde que criei o blog, os materiais que acho interessante têm sido guardados com destino certo: “adicionar novo post”! Antes, lia, guardava e deixava armazenado em alguma gaveta….

A reportagem foi intitulada “500 mil casas de SP têm 1 só morador”.

A passagem que me chamou a atenção e se relaciona com o blog é a seguinte:

“Segundo Rehfeld (Ari Rehfeld, professor de psicologia da PUC-SP), outro fator determinante para a solidão é o sentimento de pertencimento a um grupo. “Em uma cidade grande como São Paulo, é difícil não se deixar arrastar pela massificação. Você tem de ler o que os outros leem, assistir aos filmes que os outros assistem, ir ao restaurante que os outros vão. Já em uma cidade pequena, onde as pessoas se sentem mais importantes mesmo que seja dentro de um pequeno grupo, a vivência comunitária é muito maior”.

A reflexão é: se as pessoas conviverem mais com os outros no bairro em que moram ou que trabalham, maior a sensação de coletividade? Quanto maior a vivência comunitária, maior o engajamento nas questões do coletivo? As ações locais repercutem nas globais? As redes sociais presenciais aumentam a auto-estima das pessoas? Trazem um sentido especial para suas vidas? Maior colaboração = menos solidão?

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Frases de Jan Gehl

A seguir trechos de uma reportagem feita com Jan Gehl, publicada na  revista Vida Simples, edição 107, julho/2011, págs. 43 a 45:

“Antes de pensar em mais ruas, ciclovias, transporte público ou mesmo na escala humana, é preciso pensar: que cidade queremos?  E aí, o que importa não são os elementos do planejamento urbano, mas as coisas que nos fazem viver melhor”

“É preciso que as pessoas exijam as coisas certas. Se você, por exemplo, perguntar a uma criança o que ela quer de natal, ela vai responder uma lista de coisas que já conhece. Uma criança nunca pediria algo de que nunca ouviu falar. O mesmo vale para as demandas das pessoas em relação às cidades. É fundamental que haja informação sobre como uma cidade pode ser melhor para que a sociedade exija as coisas certas”

“Planejamento urbano não garante a felicidade. Mas mau planejamento urbano definitivamente impede a felicidade”

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Qualidade das nossas calçadas

Uma vez li uma frase que chamou minha atenção, que a cidadania de uma cidade se media pela qualidade de suas calçadas. Poder transitar de forma segura pelas ruas é um indicador de respeito ao próximo, respeito à convivência, de incentivo ao uso dos espaços públicos e da cidade.

Cada proprietário é responsável por sua calçada (conservação, manutenção e reforma), porém, até a regulamentação do art.6 do Plano Diretor de São Paulo, em 2005, a legislação não disciplinava o assunto.

O Decreto Municipal 45.904/05 (http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/passeiolivre/duvidas.asp) define um padrão que deve ser obedecido para garantir, entre outros princípios, a acessibilidade das calçadas:

“Art.3. (…) I – acessibilidade: garantia de mobilidade e acessibilidade para todos os usuários, assegurando o acesso, principalmente, de idosos e pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, possibilitando rotas acessíveis, concebidas de forma contínua e integrada por convenientes conexões entre destinos, incluindo as habitações, os equipamentos de serviços públicos, os espaços públicos, o comércio e o lazer, entre outros;”

Uma coisa é o “dever ser”, outra coisa é o “ser”, no caso, o que é, o que são as nossas calçadas.

Os moradores de um bairro poderiam se unir para garantir que o bairro fosse 100% acessível, começando pela alteração de suas calçadas.

Parcerias entre instituições, entidades, comércio e proprietários para essa finalidade são possíveis.

 

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Lixo reciclado

Separar o lixo em casa para reciclagem é rápido e fácil, porém cuidar de sua destinação às vezes é complicado.

Em algumas ruas da cidade, a Prefeitura cuida da coleta seletiva.  No meu caso, porque o prédio não tem onde colocar o lixo reciclado e porque a rua não é uma das selecionadas como rota de passagem da coleta seletiva porta a porta, tenho que levar em algum posto de coleta.

Sempre levei o lixo no Pão de Açucar da Praça Panamericana. Também tem o Pão de Açucar da Av. Heitor Penteado. É ótimo porque você leva o lixo misturado e há pessoas capacitadas para separar e depositar o lixo.

No site da Prefeitura de São Paulo descobri que essas pessoas são remuneradas pela Prefeitura.  Parceria entre o Grupo Pão de Açucar e a Prefeitura. Veja:

Estações de Reciclagem

Objetivo: Preparar pessoas desempregadas, mediante ações de capacitação profissional, tendo em vista o desenvolvimento de competências múltiplas necessárias ao bom desempenho profissional na área de reciclagem e atendimento ao cliente, ampliando suas oportunidades para o mercado de trabalho e suas possibilidades de aprendizagem, sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida.

Parceria: Grupo Pão de Açúcar

Local das atividades práticas: Estações de Reciclagem nas Lojas do Grupo Pão de Açúcar
Público-alvo: Pessoas desempregadas pertencentes à famílias de baixa renda 
Período: 15/09/2009 a 31/12/2011
Valor do auxílio mensal: R$ 572,25

O Mambo Supermercado, na R. Deputado Lacerda Franco, 53, também possui um Posto de Entrega Voluntária. Lá você mesmo tem que separar o lixo e depositar.

Outro dia, andando pelo bairro, até a Praça Victor Civita, descobri duas estações de reciclagem. Uma na Rua Sumidouro, ao lado do Posto de Bombeiros, e outra na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, na R. Prof. Frederico Hermann Junior.

Antes de adicionar esse post, pesquisei na internet outras referências de postos de coleta. Nossa!!! Como é difícil encontrar uma informação. Precisei digitar várias palavras diferentes para encontrar informações: “pontos de entrega voluntária pinheiros”, “Lixo reciclado pinheiros”, “coleta seletiva pinheiros”, “Central de triagem pinheiros” e ainda assim, quase nada encontrei. As informações estão soltas, o que torna mais difícil a sensibilização das pessoas e, consequentemente, o envolvimento e o desenvolvimento da importância da cultura dos 3 Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

Para a reciclagem de entulho, descobri que tem um Ecoponto – Entrega Voluntária de Entulho, localizado na Praça Augusto Rademarker Grunewald, 37 –  Av. dos Bandeirantes X R. Funchal (baixos da Ponte Ary Torres e Viaduto República da Armênia). Nele podem ser depositados todos os resíduos da construção civil, desde cimento, entulho e tijolo, restos de azulejos e madeiras;  móveis velhos, sobras de poda de árvore e outros materiais volumosos.

Também encontrei uma referência no site www.rotadareciclagem.com.br.

Digitando o endereço, aparece a indicação do local mais próximo para reciclagem. Importante iniciativa, porém achei incompleta. Os dois pontos de reciclagem que descobri caminhando pelo bairro, por exemplo, não estão indicados.

Diante do quadro levantado acima, IDEIA!!!

Levantar todos os pontos de coleta seletiva no bairro.

Além dos pontos de coleta, há cooperativas e entidades que reciclam o lixo, que também poderiam constar nesse banco de dados.

A ideia é criar um banco de dados da reciclagem no bairro de pinheiros. Depois, a tarefa é divulgar esse banco.

Há tantas associações de educação ambiental…será que há alguma no bairro que tenha feito esse trabalho?

A Subprefeitura de Pinheiros não deveria ter esse banco de dados também? E a Associação de Bairro?

 

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A ideia do blog

A iniciativa de escrever um blog sobre o bairro surgiu depois de assistir ao filme Julie & Julia, em que Julie resolve, num prazo de um ano, elaborar todas as receitas do livro de Julia Child. Me identifiquei com Julie. Tenho um monte de ideias, mil vontades, mas acabo não as executando, por falta de tempo, coragem, sei lá. É mais fácil idealizar do que concretizar.

No paralelo, li uma reportagem da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios n.270, de julho/2011, em que o consultor David Allen diz que é preciso esvaziar a cabeça para se produzir mais. Que devemos externalizar nossas ideias, projetos e objetivos num local seguro e de fácil acesso, para depois avaliar o que queremos fazer com eles e se perguntar: “O que aquilo significa para você? É algo que precisa de atenção imediata ou não? Que resultados espero alcançar? Qual o próximo passo para chegar lá?”.

Juntando isso, a premissa “devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”, de Gandhi; algumas ideias de ações para trabalhar a questão do bairro, da utilização do espaço em que se vive e se trabalha pelos próprios moradores e frequentadores habituais; as inspirações dos livros “Reinvente seu Bairro”, de Candido Malta Campos Filho, e “Morte e Vida de Grandes Cidades”, de Jane Jacobs; resolvi criar um blog para registrar curiosidades, coisas para se fazer, políticas públicas existentes, problemas a serem solucionados, instituições e entidades atuantes no bairro etc.

Observo que há muitas iniciativas legais mas que não se conversam muito, não há uma conectividade entre elas.

O objetivo é esvaziar a cabeça primeiro, para depois avaliar e propor.

Não serei tão disciplinada quanto Julie de escrever todos os dias, mas me comprometerei a escrever uma vez por semana!

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